sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A culpa não é minha!

Ora nem mais... esta imagem resume muito do que muitas pessoas optam por fazer perante dificuldades e adversidades.
O que muitas pessoas melhor sabem fazer é reclamar e apontar o dedo, a culpa “ao outro". Parece a forma mais simples de resolverem os seus problemas pois assim descartam a sua responsabilidade! Quando realmente são confrontados com a questão: O que fizeste? Ou “qual o teu contributo para evitar/alterar a situação de que reclamas?”. Pois, é nesse momento que surgem as desculpas e os lamentos... porque a culpa é sempre do outro!
Já repararam que as pessoas que maior tendência têm para atribuir a culpa aos outros são as menos felizes?

“Embora eu acredite que existe um conjunto de fatores determinantes, há um que não posso deixar de enfatizar: a tendência que as pessoas que são felizes têm de não culpar os outros pela sua infelicidade ou tristeza. Por outras palavras, as pessoas felizes assumem a responsabilidade do que acontece nas suas vidas – o bom e o mau” (Richard Carlson)
 Pois, efetivamente parece-me que muitas vezes o atribuir a culpa ao outro serve apenas para tirar a responsabilidade dos próprios ombros. Mas nesse caso, será essa a opção correta? Apontar o dedo e seguir caminho a reclamar e esperar que tudo se resolva como que por milagre?
Parece-me, realmente que quem quer ou precisa de ver algo alterado terá, sem dúvida alguma, de ser um agente da mudança. Sim…para que as coisas aconteçam é fundamental que nós próprios estejamos dispostos a mudar. Mudar a forma como falamos com as pessoas, mudar o modo como conduzimos, pensar antes de dizer algo e tantas outras coisas que podemos e devemos mudar. E irão perceber que só há mudança efetiva no meio que nos rodeia quando houver uma mudança profunda no nosso interior. É a nossa forma de ver o mundo e as pessoas que nos leva a agir de determinada forma e não essas pessoas ou o mundo! Se começarem a assumir a “culpa” de alguma situação não estar a decorrer da melhor forma ou como esperavam, vão perceber gradualmente que conseguem transformar essa realidade e encontrar soluções para a alterar ou, pelo menos atenuar.
A título de exemplo, um destes dias fui às compras e quando dei por mim estava atrasadíssima para um compromisso que tinha marcado. Foi uma correria até chegar à caixa enquanto ia apanhando pelo caminho alguns produtos que ainda me faltavam. Chegada à caixa, estavam filas descomunais. Podia simplesmente entrar em “modo reclamação” e criticar porque não há mais caixas abertas, porque os funcionários são muito lentos, porque o sistema não funciona… (nunca reagiria assim porque não é da minha maneira de ser. Em último caso deixaria lá as compras e vinha-me embora se fosse mesmo caso disso). No entanto, o que decidi foi manter a calma, levar o carrinho das compras para a caixa, aguardar a minha vez enquanto apreciava a brincadeira de uma criança (que com uma forma de bolo e dois frascos conseguiu criar brincadeiras fantásticas). Disse à menina da caixa que a ia ajudar a abrir os sacos pois estava com muita pressa, mas que ela estava a fazer um excelente trabalho! O que é certo é que ela compreendeu e acelerou um pouco ritmo com um sorriso. Vim-me embora e cheguei ao local a tempo e horas. Isto para dizer que a forma como projetamos o nosso comportamento, a nossa ansiedade, pode ter influência na forma como os outros reagem. Possivelmente se eu tivesse tido outra atitude com a funcionária, no sentido de desvalorizar o trabalho dela, o método que estava a usar e tantas outras variantes com que poderia ter “implicado” e atribuído a culpa do meu atraso, ela teria assumido uma postura diferente e tudo poderia ter um desfecho diferentes.
Nesta situação ninguém tinha culpa que eu estivesse atrasada, a “culpa” ou a responsabilidade era unicamente minha. Mas o que quero explicar é que poderia facilmente descartar-me dessa responsabilidade e atribuir a “culpa” à senhora da fruta que demorou muito tempo a pesar, à organização do hipermercado porque demorei muito tempo a encontrar um artigo que queria, ao funcionamento das caixas…

“Quando o nosso objetivo principal é agir para mudar o mundo exterior, podemos conseguir alguns resultados, mas a nossa eficácia é reduzida. Uma mudança duradoura só se alcança quando abandonamos a ideia de que o problema é exterior a nós e que só modificando os outros podemos conquistar a nossa paz de espírito. O que é preciso é mudar a nossa ideia de que há uma culpa alheia” (Shakti Gawain)

Sejam FELIZES AGORA!!! Não deixem que as oportunidades escapem apenas porque estão muito ocupados a reclamar e a “empurrar” a culpa para o outro! Está nas mãos de cada um ser o motor do seu próprio crescimento e mudança. Sim, não é fácil mudar de um dia para o outro, mas se nunca tentarem e começarem nunca vão conseguir de certeza!! E vos garanto… é muito bom depois deliciarem-se com os resultados.

“É apenas um começo; há sempre caos, lutas, e frustrações num processo de mudança" (Shakti Gawain)